Facebook

Teses e Dissertações


2022


Aluno:Pedro San Martin Soares

Título: USO DE MÍDIAS NA ADOLESCÊNCIA E SUA INFLUÊNCIA SOBRE O DIAGNÓSTICO DE TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO E DESEMPENHO DA MEMÓRIA DE TRABALHO NO INÍCIO DA VIDA ADULTA

E-mail:

Área de concentração:

Orientador:Helen Gonçalves

Banca examinadora:Bernardo Lessa Horta,Inácio Crochemore Mohnsam da Silva Luciano Dias de Mattos Souza.

Data defesa:23/02/2022

Palavras-chave: Uso de mídias; Tempo de tela; Cognição; Memória de trabalho; transtorno de déficit de atenção e hiperatividade; Estudo de Coorte

SOARES, Pedro San Martin. Uso de mídias na adolescência e sua
influência sobre o diagnóstico de transtorno de déficit de atenção e
desempenho da memória de trabalho no início da vida adulta. Tese
(Doutorado em Epidemiologia). Programa de Pós-graduação em
Epidemiologia. Universidade Federal de Pelotas, 2021.
O aumento do tempo dedicado ao uso de dispositivos de mídias nas últimas
décadas é uma característica mundial, porém estudos que avaliem seus efeitos
sobre a saúde mental são inconsistentes. Ainda, estudos com adolescentes
são escassos. A presente tese teve como objetivo avaliar a associação do uso
de mídias durante a adolescência com TDAH e memória de trabalho no início
da vida adulta a partir de três estudos. O primeiro estudo avaliou a associação
entre tempo de tela na adolescência e transtorno de déficit de atenção e
hiperatividade (TDAH) aos 22 anos em participantes da Coorte de Nascimentos
de 1993 de Pelotas, RS sem diagnóstico de TDAH no início da adolescência.
Foi verificada associação positiva dos sintomas de TDAH aos 22 anos com
tempo de televisão aos 11 anos, tempo de computador aos 18 anos e tempo
total de tela aos 11, 15 e 18 anos. O tempo de televisão aos 11 anos e o tempo
total de tela aos 18 anos foram positivamente associados ao diagnóstico de
TDAH aos 22 anos. O segundo estudo avaliou a associação entre tempo de
tela na adolescência e memória de trabalho aos 22 anos na coorte de 1993;
além disso, realizou-se análise de mediação utilizando quociente de
inteligência e memória de curto prazo como possíveis mediadores. Nos
homens, o tempo de televisão e videogame aos 11 anos e o tempo de
computador aos 11 e 15 anos apresentaram uma associação positiva com a
memória de trabalho. Além disso, esses efeitos foram mediados pelo QI. Nas
mulheres, as medidas de tempo de tela não foram associadas com a memória
de trabalho. O terceiro artigo foi uma revisão sistemática de estudos
longitudinais sobre a associação entre uso de mídias e memória de trabalho na
infância, adolescência e início da idade adulta. Os resultados mostraram que
estudos longitudinais que investigam essa associação são escassos e
apresentam resultados inconsistentes


Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia - Centro de Pesquisas Epidemiológicas