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Teses e Dissertações


2014


Aluno:Inês Gullich

Título: Prevalência e fatores associados à ocorrência de depressão na população idosa do município de Arroio Trinta, SC

E-mail:inesgullich@ibest.com.br

Área de concentração:Saúde Pública

Orientador:Juraci Almeida Cesar

Banca examinadora:Raúl Andrés Mendoza Sassi e Juvenal Soares Dias da Costa.

Data defesa:18/06/2014

Palavras-chave:Depressão; Adultos; Saúde Mental.

A depressão é responsável por, aproximadamente, 850 mil óbitos a cada ano e
constitui um dos problemas psiquiátricos mais comuns e importantes entre idosos. A
depressão é considerada uma questão de saúde pública cuja incidência anual, nessa faixa
etária, é de aproximadamente 12%15,16 e, segundo a OMS, até 2020, essa doença responderá
por 6% da carga total de doenças, o que a levará a ocupar a segunda posição no ranking das
principais causas de “anos de vida perdidos ajustados por incapacidade”, ficando atrás
somente da doença isquêmica cardíaca.
A literatura sobre os custos econômicos da depressão aponta para a existência de três
tipos de custos: diretos, indiretos e intangíveis. Sabe-se que os custos diretos (atendimento
médico, farmacoterapia, psicoterapia, internações hospitalares) representam menos de 50% do
ônus total do transtorno depressivo, ficando a maior parcela relacionada aos custos indiretos
(impacto sobre a produtividade, dias de absenteísmo ao trabalho, tempo de lazer perdido e
aumento da mortalidade)15. A magnitude da incapacitação devido ao quadro depressivo tende
a ser maior do que aquela causada por outras doenças não transmissíveis crônicas, como
diabetes, hipertensão arterial e problemas de coluna16.
O transtorno depressivo também tem um impacto substancial na qualidade de vida
das pessoas por submetê-las à dor, angústia e sofrimento psíquico, mas também traz um ônus
intangível ao expor a família, amigos, parceiros e cuidadores ao sofrimento e ao estresse.
Assim, os custos da depressão são mais ocultos e insidiosos do que aqueles comumente
associados a outras condições crônicas. Verifica-se também que o tratamento inadequado da
depressão pode trazer mais problemas econômicos. Pacientes com episódios depressivos não
tratados ou com tratamento sub-ótimo apresentam maior probabilidade de utilizar outros
serviços de saúde, com consultas frequentes a médicos de cuidados primários e uso excessivo
de testes de laboratório. Ademais, outros estudos evidenciaram queda nos gastos em saúde
quando a depressão foi diagnosticada e tratada adequadamente.


Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia - Centro de Pesquisas Epidemiológicas