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Teses e Dissertações


2012


Aluno:Jeovany Martínez Mesa

Título: Densidade óssea e conteúdo mineral aos 18 anos. Coorte de nascimento de Pelotas, 1993

E-mail:jeovanymm@yahoo.es

Área de concentração:

Orientador:Ana Maria Baptista Menezes

Banca examinadora:Iná da Silva Santos (UFPEL), Denise Petrucci Gigante (UFPEL), Fúlvio Borges Nedel (UFSC)

Data defesa:01/08/2012

Palavras-chave:

O conteúdo mineral ósseo, assim como a densidade óssea de um individuo refletem eventos ocorridos em etapas anteriores da vida, embora não exista um consenso de como este processo acontece. Devido à transição epidemiológica, as doenças cuja ocorrência é maior em idades mais avançadas têm acarretado maiores gastos em saúde, tanto em países desenvolvidos como naqueles em desenvolvimento. Dentre estas, as fraturas osteoporóticas são responsáveis por uma parte importante da carga de doenças não-transmissíveis. Os efeitos de variáveis da gestação e da infância precoce na vida adulta têm sido pouco abordados em estudos longitudinais de base populacional. Esta pesquisa pretende avaliar a associação entre variáveis da vida intra-uterina (como o fumo na gestação), variáveis do nascimento (como o peso ao nascer e a idade gestacional) e variáveis da infância e adolescência (como o estado nutricional e os padrões de crescimento), sobre a densidade e o conteúdo mineral ósseo aos 18 anos de idade. A constituição óssea será avaliada por meio do DXA. O estudo terá delineamento longitudinal e a população-alvo será constituída pelos participantes da coorte de nascimentos de Pelotas 1993, aos 18 anos. O estudo de determinantes do conteúdo mineral e densidade óssea em indivíduos jovens pode contribuir para o entendimento da formação e manutenção da constituição óssea, subsidiando a elaboração de políticas de saúde, que objetivem reduzir a ocorrência de fraturas na vida adulta. O presente projeto faz parte de um projeto mais amplo nominado: “Influências precoces e contemporâneas sobre a composição corporal, capital humano, saúde mental e precursores de doenças crônicas complexas: Coorte de Nascimento de 1993”.


Artigos

1-Life-course evidence of birth weight effects on bone mass. Systematic review and meta-analysis.

Purpose: To evaluate the association between birth weight and bone mass in future ages through a systematic review of literature and meta-analysis.

Methods: A systematic review of the literature was performed in July 2011 in Medline, Web of Science and LILACS bases using key terms: (“birth size” OR “birth weight” OR birthweight OR prematurity OR premature OR “gestational age”) AND (osteoporosis OR “bone mass” OR “bone density” OR “bone mineral density” OR “bone mineral content” OR “bone area”) AND (longitudinal OR cohort). Original papers based on longitudinal studies measuring lumbar spine, femoral neck or total body bone mass by dual-emission X-ray absorptiometry (DXA) were included. A meta-analysis was performed using birth weight and bone mass density and/or content as continuous variables and adjusted for current height and/or weight.

Results: A total of 218 articles were retrieved from which 17 were selected and grouped into three categories according to age: studies with children; with adolescents and young adults; and studies with adults (older than 25). Five papers were included in the meta-analysis. Positive association between birth weight and bone mass was clear among children, unclear among adolescents, and weak among adults. The effect on bone mass content was stronger than those on body mass density regardless of age.

Conclusions: Birth weight influences positively bone health in later life. Preventive health policies dealing with early-life modifiable risk factors, as birth weight, should be encouraged to attain an optimal peak bone mass as an strategy to decrease osteoporosis in the elderly.



2-Lifecourse association of maternal smoking during pregnancy and offspring height: data from the 1993 Pelotas (Brazil) birth cohort

Purpose. To evaluate the effect of (a) maternal smoking during pregnancy; and (b) partner smoking on offspring’s height in infancy, childhood and adolescence.

Methods. All hospital live births from 1993 (5,249) were identified and these infants were followed up at several ages. Height for age, expressed as Z-scores using the WHO growth curves, was measured in all follow-up visits. Maternal smoking during pregnancy was collected retrospectively at birth and analyzed as number of cigarettes/day smoked categorized in four categories (never smoker, <10, 10 – 19 and >20 cigarettes/day). Partner smoking was analyzed as a dichotomous variable (No/Yes). Unadjusted and adjusted analyses were performed using linear regression.

Results. The prevalence of self-reported maternal smoking during pregnancy was 33.5%. In the crude analysis, the number of cigarettes/day smoked by the mother during pregnancy affected negatively offspring height in infancy, childhood and adolescence. After adjustment for confounders and mediators, this association remained statistically significant, although the magnitude of the regression coefficients was reduced. Paternal smoking was not associated with offspring’s height in the adjusted analyses.

Conclusions. In addition to the well-known harmful effects of smoking, maternal smoking during pregnancy affects negatively offspring’s height. Public health policies aimed at continuing to reduce the prevalence of maternal smoking during pregnancy must be encouraged.

Key words
Smoking. Height by Age. Body Height. Growth. Child. Adolescent. Cohort studies


3-Fumo na gravidez, peso ao nascer e massa óssea aos 18 anos. Coorte de nascimento de 1993, Pelotas, Brasil.

Objetivo: Avaliar o efeito do fumo materno e do companheiro na gravidez, e do peso ao nascer sobre a densidade mineral óssea (DMO) e o conteúdo mineral ósseo (CMO) nos filhos, aos 18 anos.

Métodos: Analisaram-se dados da coorte de nascimento de 1993, Pelotas. O fumo materno foi definido como o número de cigarros fumados por dia em quatro categorias e o do companheiro como fumante (sim/não). O peso ao nascer foi avaliado de forma contínua em quilogramas. A DMO e o CMO dos filhos aos 18 anos foram estimados por DXA e analisados como variáveis contínuas. Usou-se regressão linear simples e múltipla.

Resultados: O efeito do fumo na gestação, tanto materno como do companheiro sobre a DMO, assim como o fumo do companheiro sobre o CMO desapareceram após ajuste para confusão. O fumo materno apresentou efeito negativo sobre o CMO no sexo masculino, mas desapareceu após ajuste para o fumo do companheiro. O peso ao nascer apresentou efeito positivo sobre a DMO e o CMO, mesmo após ajuste para confusão e para altura aos 18 anos, em ambos os sexos [masculino DMO: β=0,010 (IC95% 0,002;0,017) p<0,001; CMO: β=99,67 (64,68;134,66) p<0,001; feminino, DMO: β=0,011 (IC95% 0,002;0,020) p=0,016; CMO: β=81,94 (IC95% 43,28;120,60) p<0,001].

Conclusões: Não se detectou efeito do fumo materno e do companheiro durante a gestação sobre a massa óssea após ajuste para fatores de confusão. O peso ao nascer esteve associado positivamente com a massa óssea em ambos os sexos, aos 18 anos. Políticas de saúde visando melhorar eventos precoces poderiam resultar em maiores ganhos de massa óssea ao longo da vida.

Palavras-chave: Smoking; Birth Weight; Bone Mass; Bone Density; Bone Content, Absorptiometry, Photon; Longitudinal Studies.


Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia - Centro de Pesquisas Epidemiológicas