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Teses e Dissertações


2000


Aluno:Mariângela Freitas da Silveira

Título: Comportamentos de risco para DST/AIDS em mulheres na cidade de Pelotas: prevalência, autopercepção e fatores associados

E-mail:

Área de concentração:

Orientador:Jorge Béria

Banca examinadora:Iná dos Santos, Beatriz Tess e Paulo Naud

Data defesa:27/11/2000

Palavras-chave:epidemiologia; saúde do trabalhador; saúde da mulher; gênero, trabalho e saúde.

Resumo dos Artigos:

RESUMOOBJETIVO:ESTE ESTUDO TEVE COMO OBJETIVO INVESTIGAR COMPORTAMENTOS DE RISCO E AUTOPERCEPÇÃO DE VULNERABILIDADE ÀS DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS (DST) E À SÍNDROME DE IMUNODEFICIÊNCIA ADQUIRIDA (AIDS) EM UMA AMOSTRA REPRESENTATIVA DE MULHERES DA CIDADE DE PELOTAS, RS. METODOLOGIA: DOS 281 SETORES CENSITÁRIOS EXISTENTES NA CIDADE, FORAM SELECIONADOS 48 A PARTIR DE AMOSTRAGEM SISTEMÁTICA. UTILIZOU-SE UM QUESTIONÁRIO CONFIDENCIAL, SENDO INVESTIGADAS 1543 MULHERES, DE 15 A 49 ANOS COM RELATO DE JÁ HAVER INICIADO SUA VIDA SEXUAL. HOUVERAM 3,5% DE PERDAS E RECUSAS. RESULTADOS: NA AMOSTRA, 64% DAS MULHERES ACHAVAM IMPOSSÍVEL OU QUASE IMPOSSÍVEL ADQUIRIR DST/AIDS. OS PRINCIPAIS COMPORTAMENTOS DE RISCO FORAM O NÃO USO DE PRESERVATIVO NA ÚLTIMA RELAÇÃO (72%); INÍCIO DAS RELAÇÕES SEXUAIS COM MENOS DE 18 ANOS (47%); USO DE ÁLCOOL OU DROGAS PELO PARCEIRO (14%) OU PELA MULHER (7%) ANTES DA ÚLTIMA RELAÇÃO; DOIS OU MAIS PARCEIROS NOS ÚLTIMOS TRÊS MESES (7%) E SEXO ANAL NA ÚLTIMA RELAÇÃO (3%); 44% DAS MULHERES APRESENTARAM DOIS OU MAIS COMPORTAMENTOS DE RISCO. A SENSIBILIDADE DA AUTOPERCEPÇÃO, USANDO COMO PADRÃO-OURO O ESCORE DE RISCO IGUAL OU SUPERIOR A 2, FOI DE 41 % E SUA ESPECIFICIDADE DE 67%. CONCLUSÃO: A AUTOPERCEPÇÃO DE VULNERABILIDADE NÃO É UM BOM INDICADOR, POIS AS MULHERES NÃO IDENTIFICAM CORRETAMENTE SEU NÍVEL DE RISCO. ABSTRACTObjective: To investigate risk behaviors and self-assessment of vulnerability to Sexually Transmitted Diseases (STD) and Acquired Immunodeficiency Syndrome (AIDS) in a representative sample of women from Pelotas, Brazil.METHODS: A SYSTEMATIC SAMPLE OF 48 FROM 281 CENSUS TRACTS OF THE URBAN AREA WAS SELECTED. RISK BEHAVIORS WAS ASSESSED USING A CONFIDENTIAL QUESTIONNAIRE. WE MANAGED TO INTERVIEW 1543 WOMEN WHO HAD EVER BEEN SEXUALLY ACTIVE, AGED BETWEEN 15 AND 49 YEARS. ANOTHER 3,5% REFUSED TO BE INTERVIEWED OR COULD NOT BE LOCATED.Results: 64% of the women judged impossible or almost impossible for them to acquire a STD or AIDS. The main risk behaviors were non-use of condoms in the last intercourse (72%); the onset of sexual activity before 18 years of age (47%); use of drugs or alcohol by the partner (14%) or by the woman (7%) before the last intercourse; two or more partners in the last three months (7%); and anal sex in the last intercourse (3%); 44% reported two or more risk behaviors. Using the presence of two or more behaviors as the gold standard, the sensitivity and specificity of self-assessment was 41% and 67%, respectively.Conclusion: Self-assessment of vulnerability is not an adequate indicator of vulnerability to STD and AIDS, since women do not perceive appropriately their level of risk. Fatores associados a comportamentos de risco para DST/AIDS em mulheres de um centro urbano no Sul do BrasilRESUMOObjetivo: Identificar fatores socioeconômicos e demográficos, assim como hábitos pessoais, associados a comportamentos de risco para adquirir Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (AIDS) em mulheres de 15 a 49 anos residentes em Pelotas, RS.METODOLOGIA: DOS 281 SETORES CENSITÁRIOS EXISTENTES NA CIDADE, FORAM SELECIONADOS SISTEMATICAMENTE 48. UTILIZOU-SE UM QUESTIONÁRIO APLICADO PELA ENTREVISTADORA E OUTRO CONFIDENCIAL, AUTOAPLICADO, SENDO INVESTIGADAS 1543 MULHERES COM RELATO DE JÁ HAVER INICIADO SUA VIDA SEXUAL. AS PERDAS E RECUSAS FORAM DE 3,5%.RESULTADOS: OS COMPORTAMENTOS DE RISCO INCLUÍRAM O NÃO USO DE PRESERVATIVO NA ÚLTIMA RELAÇÃO (72%); INÍCIO DAS RELAÇÕES SEXUAIS COM MENOS DE 18 ANOS (47%); USO DE ÁLCOOL OU DROGAS PELO PARCEIRO (14%) OU PELA MULHER (7%) ANTES DA ÚLTIMA RELAÇÃO; DOIS OU MAIS PARCEIROS NOS ÚLTIMOS TRÊS MESES (7%) E SEXO ANAL NA ÚLTIMA RELAÇÃO (3%); 44% DAS MULHERES APRESENTARAM DOIS OU MAIS COMPORTAMENTOS DE RISCO. ESTES COMPORTAMENTOS FORAM TRANSFORMADOS EM UM ESCORE DE RISCO E ANALISADOS ATRAVÉS DE REGRESSÃO LOGÍSTICA ORDINAL MULTIVARIADA. APÓS O AJUSTE PARA FATORES DE CONFUSÃO, OS COMPORTAMENTOS DE RISCO FORAM SIGNIFICATIVAMENTE MAIS FREQÜENTES ENTRE MULHERES COM MENOS DE 30 ANOS, COM ESCOLARIDADE INFERIOR A CINCO ANOS, SEPARADAS OU DIVORCIADAS, E FUMANTES. NÃO HOUVE EFEITO INDEPENDENTE DA RENDA FAMILIAR OU DA MULHER, NEM DA COR DA PELE OU DA PRÁTICA DE RELIGIÃO OU DE EXERCÍCIOS FÍSICOS.Conclusão: Estratégias preventivas devem concentrar seus esforços em mulheres jovens, de baixa escolaridade, separadas ou divorciadas, e fumantes. ABSTRACTObjective: To identify socioeconomic, demographic and lifestyle factors associated with risk behaviors for acquiring sexually transmitted diseases (STD) and HIV/AIDS among women aged 15-49 years in the city of Pelotas in Southern Brazil.METHODS: FORTY EIGHT OF THE 281 CENSUS TRACTS IN THE CITY WERE SELECTED SYSTEMATICALLY AND 44 HOUSEHOLDS WERE CHOSEN IN EACH SECTOR; 96.5% OF THE WOMEN LIVING IN THESE HOUSEHOLDS WERE INTERVIEWED USING BOTH AN INTERVIEWER-ADMINISTERED AND A CONFIDENTIAL, SELF-ADMINISTERED QUESTIONNAIRE. THE SAMPLE INCLUDED 1543 WOMEN WHO REPORTED HAVING EVER BEEN SEXUALLY ACTIVE. ANOTHER 3.5% REFUSED TO BE INTERVIEWED OR WERE NOT FOUND.RESULTS: THE RISK BEHAVIORS INCLUDED NON-USE OF CONDOMS IN THE LAST INTERCOURSE (72%); FIRST INTERCOURSE BEFORE THE AGE OF 18 YEARS (47%); USE OF DRUGS OR ALCOHOL BY THE PARTNER (14%) OR BY THE WOMAN (7%) PRIOR TO THE LAST INTERCOURSE; HAVING TWO OR MORE SEXUAL PARTNERS IN THE LAST THREE MONTHS (7%) AND PRACTICE OF ANAL SEX IN THE LAST INTERCOURSE (3%); 44% OF THE WOMEN PRESENTED TWO OR MORE RISK BEHAVIORS. A RISK SCORE WAS CALCULATED BY ADDING THESE SIX BEHAVIORS, AND ANALYSES WERE CARRIED OUT THROUGH ORDINAL LOGISTIC REGRESSION. AFTER ADJUSTMENT FOR CONFOUNDING VARIABLES, THE RISK SCORE WAS SIGNIFICANTLY ASSOCIATED WITH AGE UNDER 30 YEARS, LESS THAN FIVE YEARS OF SCHOOLING, BEING DIVORCED OR SEPARATED, AND WITH SMOKING. THERE WAS NO INDEPENDENT EFFECT OF FAMILY OR PERSONAL INCOME, NOR OF SKIN COLOR, RELIGIOUS PRACTICE OR PHYSICAL EXERCISE. CONCLUSIONS: PREVENTIVE STRATEGIES SHOULD PRIORITIZE YOUNG WOMEN, THOSE WITH LOW SCHOOLING, SMOKERS AND THOSE WHO ARE DIVORCED OR SEPARATED.


Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia - Centro de Pesquisas Epidemiológicas